Mãos estendidas

>> sábado, 6 de novembro de 2010

Quem doa é quem recebe, pois as mãos estão sempre estendidas. Isso faz o maior sentido do mundo.

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As mulheres e os diamantes

>> domingo, 3 de outubro de 2010

Mulheres equivalem a diamantes.
Algumas, passam a vida se formando através de outros elementos (que eu chamo de experiência) não só obtida através da própria maturidade, mas também através da observância de outras pedras diamantes que se formaram ao seu redor. Isso, mais do que tudo, requer humildade. Mas a partir dessa humildade, se tornam pedras de tamanho exuberante, que depois de lapidadas (e isso também requer humildade), se mostram pedras raras: um diamante rosa de valor inestimável.
Outras passam a vida toda acreditando na sua força infalível de pedra bruta. Não se deixam influenciar e amadurecer por experiências alheias e por isso mesmo nunca se deixam transformar.
Por seu próprio orgulho, se tornam pequenas, imperceptíveis aos olhos mais atentos. Não serão descobertas e  não serão polidas e por isso, nunca descobrirão o seu próprio brilho e beleza.

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Copa dos Egos

>> quarta-feira, 7 de julho de 2010

Continuo achando que esta Copa do Mundo é a Copa dos Egos. Pelo menos no caso do Brasil. Agora que nos desclassificamos, começa o ataque. Uma imprensa que antes da derrota já cantava o oba oba da final, agora, depois de perdermos, só falta dizer a célebre frase de Galvão Bueno : " Eu já sabia". E aí vale tudo e todo tipo de crítica.
Mostra que na verdade somos bonzinhos quando nos convém. Quando temos motivo aparente, podemos mostrar o pior de nós mesmos. Uma pena.
O futebol é um negócio bilionário e infelizmente o dinheiro dita  o caráter de muitos, mas não de todos.
Vamos sediar uma Copa das Confederações em 2013, uma Copa do Mundo em 2014, uma Copa América em 2015 e uma Olimpíada em 2016.
Só nos resta torcer, nem que seja pela dignidade.

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Enfim a paz no final da primeira fase

>> sábado, 26 de junho de 2010

Confesso que eu andei um pouco deprimida depois dos episódios que se seguiram e que no meu desabafo anterior chamei de Copa dos egos. Fiquei aguardando o último jogo da primeira fase do Brasil.

Brasil x Portugal: tinha a plena certeza de que seria um jogo interessante, mesmo com os desfalques da seleção.

Devo confessar que errei: os dois mostraram muita incompetência em campo. O resultado não poderia ser outro: nadinha de gols.

A minha depressão poderia ter se agravado, mas não. Assisti ao jogo com uma turma tão bacana que na verdade ela foi enviada para bem longe, igual a uma Jabulani maltratada.

Então me lembrei do verdadeiro espírito que me fazia feliz na Copa do Mundo: as pessoas. Pessoas que se unem para torcer, se divertir, independente do resultado.

E foi por causa de pessoas que não se respeitavam é que fiquei deprimida no primeiro momento.

Voltei a ser feliz com a Copa de novo! Tanto que me permiti dar uma espiadinha nas mesas redondas de novo. Imagina... eles estariam com aquele típico mau humor de quem sempre pensa: “-Eu não disse?”, especialmente depois daquele jogo! Realmente alguns estavam assim mesmo, mas para a minha surpresa nem todos. Criticaram sim, mas com base em fatos e não eu rixas pessoais, como deveria ser de praxe.

Me permito, então, assinar um acordo de paz com os debates pós-jogos, mas com alguma cautela. Por isso, montei a minha mesa redonda perfeita da Copa do Mundo de 2010.

São eles:

Marcelo Barreto, Lédio Carmona, Maurício Noriega e Renato Maurício Prado.

Ainda bem que tem gente que lembra que o assunto da Copa do Mundo é o futebol.

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Parabéns papai!

>> quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para você, papai, meu eterno exemplo de torcedor da Seleção Brasileira de Futebol, um feliz aniversário!!!!

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Eu torcedora e a Copa do Mundo de 2010

Sempre gostei de futebol. Principalmente de Copa do Mundo. Talvez, porque, desde pequena, via meu pai, que não era fanático por nenhum time, se transformar em um legítimo torcedor da Seleção Brasileira. Vi, então com 12 anos, a decepção em seus olhos quando a seleção perdeu para a Itália nas quartas-de-final da Copa de 1982. Logo aquela seleção de craques, que para milhões de brasileiros, iria mandar para o fundo do gol adversário todas as angústias, sofrimentos e batalhas diárias.
Mesmo para uma menina de 12 anos, foi muito angustiante ver que não foi bem assim.
Desde então, em todas as Copas, sou tomada por aquele sentimento de patriotismo, acreditando, sem um mínimo de utopia, que uma seleção pode levar sim, e mudar, na ponta da chuteira, o modo com que cada torcedor/cidadão brasileiro se vê em relação ao mundo. Vieram as conquistas de 1994 e 2002, e o Brasil realmente mudou. Nós mudamos nossa postura e o nosso lugar no mundo. Será consequência do futebol? Talvez. Mas é muito bom pensar que aquele sentimento de vitória nos trouxe esperança e uma certeza da nossa capacidade.
As decepções também vieram. Mas qual brasileiro não tinha a certeza de que a sua seleção era capaz de ganhar os mundiais de 1998 e 2006? Tanto acreditávamos que arrumamos logo uma especulação para o duplo ocorrido: nosso craque não estava em condições de jogo. Ponto. E seguimos em frente, mas com a certeza da vitória, que já se apresentava: uma economia forte, poder de compra, um país em exponencial expansão.
Chegou a Copa de 2010. Primeira copa no continente africano. Apesar das dificuldades do povo sul-africano, da pobreza, da desigualdade, uma vitória.
O país Brasil novamente na ponta da chuteira. Desta vez, sem aquele sentimento antigo de desafogarmos nossas mágoas no fundo do gol adversário, mas sim uma nação vencedora torcendo por uma seleção também vencedora.
A Copa começou sem grandes emoções e algumas surpresas. Mas mesmo assim é um deleite: as torcidas do mundo inteiro, as vuvuzelas, os frangos, as vitórias, as bolas na trave, e até, porque não, as gracinhas, trejeitos e provocações do Maradona...
Estréia da Seleção Brasileira. Não jogaram o futebol arte, mas nos deram a vitória. E na minha cabeça: vitória+vitória+vitória...= HEXA!!!! Sentimentalismo de quem quer que a sua seleção seja a melhor do mundo. Além dos jogos, assistia com entusiasmo às mesas redondas, concordando, discordando, enfim, uma torcedora típica.
Segunda rodada: Começam os jogos, desta vez mais emocionantes! Até a nossa seleção começa a mostrar a que veio.
Devo admitir que esse era o meu sentimento.
De repente, a Copa se torna sombria, passa a ser a Copa dos egos. Um que acha que pode dizer o que quiser, outro que se sente traído pela falta de mordomia, outro que acha que deve criticar a opção de escolha alheia, outro que se defende onde não deveria, outro que não sabe perder, especulações, intrigas, etc.
Espera aí. Pára tudo! Me desculpem os ofendidos, mas eu, como telespectadora, me dou ao direito de vomitar nesta guerra pessoal que virou esta Copa do Mundo.
Guerra pessoal de alguns que torcem pela derrota do Brasil por achar que equivale à derrota do treinador Dunga. Apesar da atitude vexatória do nosso treinador, que leva as críticas para o lado pessoal também, me parece que ele não corresponde a 100% do time. Talvez uns 20%. Alguém pensou em nós, torcedores, que queremos ver futebol? O Dunga e a mídia sempre nos colocam no meio da discussão. O Dunga nos dizendo que a mídia nos deve desculpas pelas especulações e a mídia nos dizendo que o Dunga nos deve notícias.
Convenhamos: é preciso que exista a crítica para o bem do futebol. Mas o que se vê é uma luta de egos, onde futebol mesmo deixou de ser a pauta do dia. Onde fica o respeito pelos inúmeros torcedores, que não estão preocupados com os egos, e sim com o espetáculo?
Isso eu talvez possa dizer apenas por mim mesma: Não me interessa ver o interior do ônibus da seleção, não me interessa ver quem vai ou não jogar, treino da seleção, se Kaká está sentido dores ou não, se fulano acredita ou não em Deus, se a emissora tem ou não entrevista exclusiva. O que me interessa antes de tudo, é ver a seleção ser competente o suficiente para merecer o posto, o salário e a nação que tem quando entrar no campo. Quero ver jogo, raça, compromisso, respeito pela camisa e pelo seu adversário.
Para onde foi a palavra tolerância? Se formos nos ater em premiar ou escancarar só o que nos interessa, ou seja, os erros dos outros, estamos longe de sermos uma nação vencedora, e aqui o assunto não se restringe apenas ao futebol.
Continuo torcendo pela nossa seleção. Espero pelo hexa.
Mas me despeço dos debates, da cobertura e das coletivas.

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